sábado, 27 de novembro de 2010

The nicest thing

All I know is that you're so nice
You're the nicest thing I've seen

domingo, 21 de novembro de 2010

O rei no alto da torre

O problema não é calar
não é ausência de atenção
é o seu não abrir mão
do desejo de reinar

Permanece cego
no alto da torre do palácio
no qual se isola e aguarda
o resgate que você mesmo
fez questão de cancelar

E não sou eu que falo baixo
não sou eu que não sei falar
É seu ouvido treinado
a nada além da própria voz escutar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Queria viver num conto de fadas


No início teria um monte de problemas, exatamente como estou agora. Trabalharia duro e estudaria muito para conseguir ganhar meu dinheiro e conquistar minha independência. Seria diferente da maioria das pessoas da minha família e não desistiria dos meu sonhos, mesmo ouvindo todos os dias que estou fazendo escolhas erradas e que, por causa disto, morrerei de fome.

Eu seria perseguida por pessoas que não valem nada e perderia muito tempo com sentimentos levianos por pessoas que passarão. Elas simplesmente passarão, diante do príncipe encantado que há de surgir. Seja de cavalo, de jegue, bicicleta, moto ou um carrinho qualquer, mas ele há de chegar um dia. E aí, meus queridos, vai ser um Deus no acuda porque eu vou mudar pro castelo dele (serve um apartamento simples e a gente pode dividir as despesas, tá? rs) e vai ser um amor louco! (Esse é o parágrafo do sonho azul! hahahahaha)

No meu conto de fadas eu seria magra. Quem disser "mas lali, você tá seca!" leva porrada. Não é só ser magra, minha gente. É comer, sem culpa, os banquetes do castelo encantado sem engordar! Nunca, nem um graminha! Eu teria nascido magra, o que faria da minha pele bem firme e das minhas carnes durinhas sem precisar passar horas naquela academia fedida.

Eu teria dinheiro para comprar todas as futilidades que eu quisesse! Maquiagem, roupas, sapatos, bolsas, brinquinhos, pulseiras... Eu posso não ser a maior entendedora de moda do mundo nem a pessoa mais fashion que eu conheço, mas quem não tem vaidade e desejos de mulherzinha que levante a primeira pedra.

Mas o melhor do conto de fadas é que não importa tanto assim como você faz ou o que você faz. Qualquer coisa é possível de acontecer e há sempre uma certeza que reina, por mais complicadas que as coisas se tornem: no final, vai dar tudo certo e os bons vão sorrir.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Colcha de Retalho








Nosso amor

É colcha de retalho

Costurado e remendado

Juntando tudo quanto é pedaço


Velho e novo

Doado, rasgado.

Crespo, liso

Grisalho


E não precisa combinar

Misturando tudo, dando nó

E no final, quando junto

Fica bonito que só!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Agoro, Urucubaca, Olho Gordo


Mau olhado é a inveja transmitida pelo olhar que, ao lançado sobre a vítima, lhe causa falta de sorte e outras conseqüências oriundas dessa energia ruim. E o que não falta nessa vida é inveja, mas até onde o simples fato de invejar (não acompanhado de alguma ação propriamente dita) pode ocasionar problemas ao objeto invejado?

Urucubaca, olho gordo, dor de cotovelo. Não importa como a chamem, seja boa ou ruim, ela está sempre lá de algum jeito, em algum momento. Não conheço um ser humano vivo na Terra que não tenha uma história de inveja pra contar.

Há quem diga que mau olhado tem sintomas como esmorecimento, langor, falta de animação. Outros ainda defendem que dá pra saber imediatamente quando o mal é lançado pra você: se, ao te olharem fixamente, você sentir muita vontade de bocejar ou espirrar sem parar, já era! Você foi atingido.

Acho engraçada a preocupação de alguns em afastar o suposto mau olhado. É simpatia de tudo que é tipo. Chega a ser pretensioso esse pensamento de que, quando alguma coisa dá errado é porque jogaram o olho gordo em cima. A simples falta de sorte ou, até mesmo a incompetência é descartada. Muito cômodo, por sinal

Outro dia, em mais um engarrafamento na capital baiana (tenho até medo de contabilizar a quantidade de horas que perco no trânsito diariamente), percebi que alguém no carro da frente estava muito preocupado em mandar algum invejoso pra bem longe. No fundo do carro havia dois adesivos: “Tire os Zoio, invejoso!” e “No me Inveje. Trabalhe” (vale ressaltar o quanto acho péssimos esses derivados do famoso “No Stress”).

O carro era um Logan, da Renaut. Confesso que não faço a menor idéia se isto é ou não digno de inveja porque devo ser a pessoa que menos entende de carros em toda a galáxia! Até o momento, pra mim, Logan era o nome do Wolverine. Agora aprendi que é, também, o nome de mais um carro com versão sedan... Que, por sinal, são todos iguais.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Insônia

Enquanto dormes

Em meu canto

Penso no sono

Que agora me falta

Ao sonhar acordada

Com a vontade

De velar teu dormir

Ou compartilhar dele.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cicatriz

O risco de deixar sarar de vez uma ferida
é que ela pode nunca mais voltar a doer.